O que é a depressão

Depressão é uma doença psiquiátrica, crônica e recorrente, que produz uma alteração do humor caracterizada por uma tristeza profunda, que parece que não vai passar, associada a sentimentos que vão desde de dores em qualquer parte do corpo, amargura, desencanto, desesperança, baixa autoestima e culpa, até distúrbios do sono para mais ou para menos   e do apetite para mais ou para menos.

É importante diferenciar a tristeza decorrente de acontecimentos difíceis e desagradáveis do dia a dia, mas que podem acontecer na vida de todas as pessoas, como a morte de um ente querido(luto), a perda de emprego ou de um grande amor, brigas familiares, as dificuldades econômicas, etc. Diante das dificuldades da vida, as pessoas sem a doença sofrem, ficam tristes, mas encontram uma forma de superá-las. Nos quadros de depressão, a tristeza não passa, mesmo sem uma causa aparente. O humor permanece triste na maior parte dos dias da semana, e a sensação é de que não há mais prazer em viver.

SAIBA MAIS

  1. OMS

ATUALMENTE quase 700 milhões de pessoas sofrem de Depressão  no mundo.

 

DIAGNÓSTICO DE DEPRESSÃO

A depressão é uma doença incapacitante que atinge por volta de 10% da populção mundial. Os quadros variam de intensidade e duração e podem ser classificados em três diferentes graus: leves, moderados e graves.

 

Causas

Existem fatores genéticos envolvidos nos casos de depressão, decorrente de uma disfunção bioquímica do cérebro que acarreta na diminuição de neurotransmissores entre os neurônios como a Serotonina,Noradrenalina e Dopamina.Estes Neurotransmissores podem estar em falta sozinhos cada um ou mais de um.  Entretanto, nem todas as pessoas com predisposição genética reagem do mesmo modo diante de fatores que funcionam como gatilho para as crises: acontecimentos traumáticos na infância, estresse físico e psicológico, algumas doenças sistêmicas (ex: hipotireoidismo), consumo de drogas lícitas (ex: álcool) e ilícitas (ex: cocaína), certos tipos de medicamentos (ex: as anfetaminas)  podem desencadear a Depressão.

Mulheres estão mais propensas a desenvolver quadros depressivos   em função da oscilação hormonal a que estão expostas principalmente no período fértil. A relação é de 2 mulheres para cada homem.

 

Sintomas

OBS:estes sintomas devem estar presentes na maior parte dos dias da semana.

Além do estado deprimido (sentir-se deprimido a maior parte do tempo, quase todos os dias) e da desânimo (interesse e prazer diminuídos para realizar a maioria das atividades) são sintomas da depressão:

1) alteração de peso (perda ou ganho de peso não intencional); 2) distúrbio de sono (insônia ou sonolência excessiva  praticamente diárias); 3) problemas psicomotores (agitação ou apatia psicomotora, quase todos os dias); 4) fadiga ou perda de energia constante; 5) culpa excessiva (sentimento permanente de culpa e inutilidade); 6) dificuldade de concentração (habilidade diminuída para pensar ou concentrar-se); 7) ideias suicidas (pensamentos recorrentes de suicídio ou morte); 8) baixa autoestima, 9) alteração da libido.

Muitas vezes, no início, os sinais da Depressão podem não ser reconhecidos. No entanto, nunca devem ser desconsideradas possíveis referências a ideias suicidas ou de autodestruição.

 

Diagnóstico

O diagnóstico da depressão é clínico, e toma como base os sintomas descritos e a história de vida do paciente ou seja, não há exames laboratoriais que detectem a Depressão. Além do estado deprimido e da perda de interesse e prazer para realizar a maioria das atividades durante pelo menos duas semanas, a pessoa deve apresentar também de quatro a cinco dos sintomas sitados anteriormente no diagnóstico.

Como o estado depressivo pode ser um sintoma secundário a várias doenças, sempre é importante estabelecer o diagnóstico diferencial.

 

Tratamento

Depressão é uma doença que exige acompanhamento médico e psicológico sistemático. Quadros leves costumam responder bem ao tratamento psicoterápico. Nos outros mais graves e com reflexo negativo sobre a vida afetiva, familiar e profissional e em sociedade, a indicação é o uso de antidepressivos com o objetivo de tirar a pessoa  mais rapidamente da crise.

Os medicamentos antidepressivos de última geração não causam dependência. Apesar do tempo que levam para produzir efeito (por volta de dez a quize dias) e das desvantagens de alguns efeitos colaterais que podem ocorrer, a prescrição deve ser mantida, às vezes, por toda a vida, para evitar recaídas. Há casos de depressão com ansiedade ou sintomas psicóticos que exigem a associação de outras classes de medicamentos – os ansiolíticos e os antipsicóticos, por exemplo – para obter o efeito necessário.

 

 Orientações

* Depressão é uma doença como qualquer outra. Não é sinal de loucura, nem de preguiça nem de irresponsabilidade e não é contagiosa. Se você anda desanimado, triste, e acha que a vida perdeu a graça, procure assistência médica. O diagnóstico precoce evita muito tempo de sofrimento.

* Depressão pode ocorrer em qualquer fase da vida: na infância, adolescência, adulto ou na terceira idade. Os sintomas podem variar conforme o caso. Nas crianças, muitas vezes são erroneamente atribuídos a características da personalidade e nos idosos, ao desgaste próprio dos anos vividos;

* Aos familiares é importante se informar a respeito da doença, suas características, sintomas e riscos.  É importante que ela ofereça uma base para certos padrões, como a importância da alimentação equilibrada, da higiene pessoal e da necessidade e importância de interagir com outras pessoas. Afinal, ficar em um quarto às escuras, sem fazer nada nem falar com ninguém,está longe de ser um bom caminho para superar a crise depressiva.

 

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